segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

2011 - Ano Internacional das Florestas


* Ecio Rodrigues

Com o intuito de promover uma profunda reflexão em todos os países sobre a importância da cobertura florestal, a Organização das Nações Unidas, ONU, reunida em Assembléia dia 20 de dezembro último, aprovou resolução adotando 2011 como o Ano Internacional das Florestas.

Demonstrando domínio sobre as controvérsias que envolvem o tema das florestas a ONU foi mais além e orientou que as atividades, comemorativas e reflexivas, a serem realizadas mundo afora, tivessem como foco a promoção do manejo sustentável, a conservação e o desenvolvimento das florestas em todo o mundo e a conscientização do papel decisivo que as florestas desempenham no desenvolvimento global sustentável.

Mais ainda, a ONU considera que o Ano Internacional das Florestas auxiliará a mobilização da comunidade mundial a se juntar e trabalhar com governos, organizações internacionais e grupos civis para assegurar que as florestas sejam manejadas de modo sustentável para as gerações atual e futuras.

Uma decisão, sem dúvida, preciosa para aqueles que vivem e se preocupam com os rumos de regiões como a Amazônia. A ONU acertou em cheio, tanto ao reconhecer a crucial e inestimável função econômica, social e ecológica das florestas, quanto quando admite o potencial da tecnologia de manejo florestal de uso múltiplo para garantir a manutenção das florestas e o conseqüente desenvolvimento sustentável.

Por sinal, sustentabilidade é um conceito estreitamente arraigado aos ecossistemas florestais. Raramente, quase nunca, haverá algum tipo de impacto ambiental cuja solução não esteja, de forma direta ou indireta, vinculada ao ecossistema florestal nativo ou às formações de florestas artificiais plantadas.

Do lixo à geração de energia elétrica, passando pela poluição atmosférica urbana e pelos ciclos hidrológicos dos rios, pelas, já famosas e repetitivas, tragédias de alagações e desbarrancamento, como as de Friburgo (hoje) e de Santa Catarina (ontem), as florestas ou a ausência delas estarão incluídas nas soluções ou agravamento, respectivamente, do problema.

Afinal são as florestas que possibilitam a contenção de encostas, são as matas ciliares que regulam o ciclo hidrológico dos rios e, o mais importante, mantêm água no sistema hídrico, que garantem as características físicas dos solos evitando erosão e assoreamento dos fluxos de água, que retiram o carbono da poluição atmosférica e, finalmente, que fornecem as condições propícias para que haja vida com elevada diversidade biológica.

Mas não se enganem, para prover todos esses serviços ambientais duas coisas são fundamentais como alerta a declaração da ONU. Primeiro que as florestas não fazem isso por acaso ou pela simples existência, elas precisam ser manejadas para esses múltiplos usos.

Segundo que, talvez aqui esteja o grande e insuperável gargalo, os donos das áreas com florestas precisam ser pagos por esses múltiplos usos. Do contrário, outras atividades produtivas, que dependem do desmatamento, serão realizadas.

Não há mais dúvidas, muito embora ainda haja muito o que fazer para tornar essa constatação realidade. Esta na ampliação do valor da floresta, do quanto em dinheiro o produtor poderá receber por cada hectare de floresta manejada, a solução definitiva para garantir sua manutenção e, assim, minimizar os efeitos de sua degradação.

O alerta da ONU é claro e precisa ser recebido com alegria pelos amazônidas. Em todos os 9 países associados da Organização do Tratado de Cooperações Amazônico, em todos os 9 estados amazônicos brasileiros, devem ser realizados eventos que promovam essa discussão.

Afinal com o Ano Internacional das Florestas a Amazônia, como maior floresta tropical do mundo, só tem a ganhar.

* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).

sábado, 8 de janeiro de 2011

NUPS/COPEVE Divulga o Resultado Final do Processo Seletivo - Vestibular 2011..

LISTA DE APROVADOS vestibular UFAC - 2011 [nossos bixinhos...]

33-Engenharia Florestal (Bacharelado)


# Inscrição Nome Classificação Pontuação Pne
1 7530 ALEX MONTEIRO DE SOUSA 67 74 N
2 14073 ALINE LIMA DE MELO 43 79 N
3 1460 AMANDA ARAUJO S. DA SILVA 73 73 N
4 24691 ANA LICE BEZERRA DA SILVA 27 84 N
5 19470 ANI CAROLINI M. RATAYCZIK 42 79 N
6 29042 ANTONIO MACELO DA S. MENDES 36 81 N
7 20792 ARTUR NETO FIDELIS DUARTE 26 84 N
8 23347 BRENDA CAROLINE DOS R. SOUZA 75 73 N
9 9031 BRENDA KAROLYNE O. DE MELO 6 94 N
10 13807 BRUNO MACHADO DE OLIVEIRA 3 107 N
11 7383 CAMILA MONTEIRO B. DE OLIVEIRA 25 85 N
12 16383 CHRISTHIAN RODRIGUES AMORIM 1 116 N
13 26192 CLEIDE DE AQUINO PEREIRA 77 72 N
14 7803 DAYANE DE FREITAS BARBOSA 13 89 N
15 1622 DEYLON DOS SANTOS FÉLIX 80 72 N
16 3327 DIOGO FEITOZA MONNERAT 63 75 N
17 23652 DYÔNATAR O. DO NASCIMENTO 50 78 N
18 28759 EDI CARLOS RODRIGUES DE LIMA 19 86 N
19 13412 EDIMAYRA KATRINY M. RODRIGUES 40 80 N
20 5436 ELLAYNE ALVES DA S. CAVALCANTE 74 73 N
21 12640 ERIC TORRES 21 86 N
22 20887 ERLAN KESSYO B. DE ALBUQUERQUE 9 91 N
23 14739 FELIPE ALBUQUERQUE M. DA SILVA 79 72 N
24 8412 FERNANDA SANTOS ARAÚJO 35 82 N
25 3658 FRANCISCO DIOGO DE S. M. TEIXEIRA 7 92 N
26 13580 GEISINALE RUBIA DIAS 51 78 N
27 14626 GESSICA LOPES MAFFI 69 74 N
28 26944 GILMARA MOREIRA DANIEL 12 89 N
29 296 GLEYCIANE CEZÁRIO DA SILVA 30 83 N
30 16936 HITLER HAERDRICH 61 75 N
31 14708 IAGO CHAVES SOUZA 48 78 N
32 8301 IAGO GETÚLIO N. DE ARAÚJO 76 73 N
33 5251 INGRID LANA LIMA DE MORAIS 47 78 N
34 19586 IZABEL CRISTINA DO VALE ARAÚJO 20 86 N
35 20450 JAMILA FARIAS MENDONÇA 29 83 N
36 23144 JARLEY DAS NEVES AGUIAR 59 76 N
37 1995 JARLISON DOS S. GUIMARAES 14 88 N
38 2520 JEFFERSON SANTOS DE ALMEIDA 41 79 N
39 5946 JÉSSICA DE OLIVEIRA SANTANA 32 83 N
40 7649 JOAO ANTONIO R. SANTOS 78 72 N


RABETA!!!

41 17633 JOAO BOSCO DE OLIVEIRA JUNIOR 71 74 N
42 19609 JONARA LOPES DE ALMEIDA LA BANCA 10 90 N
43 23929 JOSE CARLOS FERREIRA LEITÃO 68 74 N
44 15616 JÚLIA MANNUELLA SILVEIRA MONTES 45 79 N
45 341 JULIANA DIAS DA SILVA 53 77 N
46 23311 JULIANA PEREIRA DA SILVA 39 81 N
47 28918 KLEISON JOSÉ OLIVEIRA DE ALBUQUERQUE 16 88 N
48 14700 LAIR CRISTINA AVELINO DO NASCIMENTO 72 73 N
49 5317 LEANDRO GAIA DO NASCIMENTO 23 85 N
50 17045 LUCAS MATOS DO CARMO SILVA 37 81 N
51 23330 LUDMILA SOARES MAIA 44 79 N
52 25803 MAIKO VIEIRA SILVA 5 97 N
53 27272 MARINA MORAES DE LIMA 58 76 N
54 28020 MATEUS CARVALHO DEL-AGUILA 8 92 N
55 9734 MATEUS HERIQUE DA COSTA SALDANHA 55 76 N
56 5162 MATEUS SOBRALINO LIMA 52 77 N
57 21792 MICAELLI THAÍS DE OLIVEIRA MENDONÇA 38 81 N
58 13665 OTÁVIO FERREIRA DE ARAÚJO JUNIOR 15 88 N
59 6410 PABLO PEREIRA RIBEIRO 28 84 N
60 6627 PATRÍCIA DE SOUZA SILVA 65 75 N
61 26212 PAULO AÉCIO MARTINS 33 83 N
62 16990 PEDRO LUCAS BISPO DA SILVA 18 87 N
63 24982 PEDRO RAIMUNDO FERREIRA DE LIMA 46 78 N
64 2547 PYTTER LAUSTER JORDAN DE SA COSTA CRUZ 4 105 N
65 20432 RAIMUNDA GOMES TAVEIRA 64 75 N
66 14388 RARYKA SOUZA LIMA 49 78 N
67 21063 RENATA RODRIGUES DOS SANTOS 57 76 N
68 16485 RENÊ FREITAS DE ARAÚJO 60 75 N
69 3377 ROBERTA DA ROCHA SANTANA 56 76 N
70 568 ROMÁRIO DA SILVA AZEVEDO 34 82 N
71 1954 ROSIVANE ROCHA VITORAZZI 24 85 N
72 21 RUAN DE SOUZA MATOS 2 107 N
73 2452 SAMANTA SOUZA DE OLIVEIRA 22 86 N
74 7646 SCHEILA CRISTINA BIAZATTI 54 77 N
75 5184 THIAGO ALVES DA SILVA 17 87 N
76 19260 VICTOR BARBOSA MENDES 66 74 N
77 24812 WELLISON DAMIAO DE ARAUJO SILVA 31 83 N
78 16369 WILLIAM SANTOS DE SOUZA 62 75 N
79 5314 WISLLEN HAKKNEM QUEIROZ SANTOS 11 90 N
80 15011 YURE LIMA DA SILVA 70 74 N

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

HELP AMAZÔNIA...




"No dia em que a última arvore cair,
o último animal tombar e o último rio secar,
o homem saberá que dinheiro não se come!!!"


Vamos preservar a Amazônia!!!


domingo, 26 de dezembro de 2010

O Governo LULA!!!

Adeus, Senhor Presidente

* Ecio Rodrigues

Na história recente deste país, jamais um presidente da república - após oito anos de mandato - deixa a Administração Pública com a popularidade e, o mais importante, o reconhecimento popular que o Presidente Lula obteve. Tomando-se emprestada a expressão cunhada pelo estudioso Carlos Matus, que dá título ao artigo, o adeus ao Lula não é melancólico: não observa a triste despedida dirigida aos governantes que saem do Poder pela porta dos fundos, amargos e mal-quistos.

No caso do Presidente Lula, é bem provável – uma vez que se alcance o necessário distanciamento histórico – que ele venha a ser considerado o Grande Estadista da política brasileira contemporânea, em especial no período posterior ao Estado Novo.

Poucos acreditavam, ainda em 2003, no início do governo, que Lula conseguiria chegar ao topo da política nacional e internacional. Pressionado, veementemente, de um lado, pela habitual ansiedade popular por mudanças e, de outro, pelo desgosto da classe média ante a condição operária do Presidente, o governo foi alvejado sem dó, e posto à prova por uma sucessão de escândalos, muitos forjados, alguns, reais.

Todavia, demonstrando clareza e objetividade - atributos raros, ressalte-se, na classe política em geral -, Lula manteve a determinação (ou obsessão, como gosta de repetir), de beneficiar economicamente os mais pobres, de aumentar a renda dos desfavorecidos. Logrou, dessa forma, feito inaudito: introduziu as classes C e D, antes excluídas, na dinâmica econômica do país, trazendo-as para o âmbito da classe média nacional.

Mesmo nas áreas mais débeis da atuação governamental - como o foi a ambiental - é difícil imputar ao Presidente a responsabilidade pelos embaraços que deixaram de ser superados. O Meio Ambiente, aliás, foi uma das primeiras pastas a ter dirigente definido – uma nomeação dada como acertada pela maioria. As alterações que se sucederam no comando da gestão ambiental sugerem que a decisão talvez não tenha sido tão acertada assim.

Em relação à Amazônia, tema sob estreita relação com a gestão ambiental, Lula não se descuidou em afirmar a condição estratégica da região para o país. Priorizou dois pontos nevrálgicos para a sustentabilidade amazônica: a regularização fundiária e a integração com os países amazônicos vizinhos.

Parafraseando-se a famosa (e trágica) sentença, Lula, diferentemente de outros governantes que tentaram e não conseguiram fazer história, sai da Presidência para entrar para a História. E não do modo lúgubre como o Presidente Getúlio Vargas, mas consagrado pela aprovação de quase 90% dos brasileiros – o que pode ser considerado unanimidade.

Espera-se que da mesma forma que manteve altivez como sindicalista; que demonstrou desprendimento, não se tornando deputado federal profissional; que superou as tentações para ser dirigente eterno de partido político; que teve a nobreza de não cogitar um terceiro mandato (como chegou-se a insinuar), Lula tenha a grandeza para assentar as bases de algo ainda inédito no Brasil: a instituição da ex-presidência, na forma como ocorre nos Estados Unidos, por exemplo, onde os ex-presidentes se tornam os sábios anciões, que se dedicam unicamente ao projeto de País, não se envolvendo em temas menores, em matérias vulgares. Afinal, assuntos para um ex-presidente do tamanho do Lula não vão faltar.

De qualquer forma, já não há dúvida: Lula é mesmo O Cara!

* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).

sábado, 25 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL


A todos os que acompanham nosso blog,
muitíssimo obrigado e Feliz natal!!!



Por: Luan Ramon =)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mapeamento da mata ciliar do Rio Acre

Engenharia Florestal da Ufac vai mapear mata ciliar do Rio Acre

* Ecio Rodrigues

Por meio de projeto aprovado, em edital do CNPq, os engenheiros florestais da Universidade Federal do Acre, Ufac, estão realizando um profundo e detalhado diagnóstico das condições ecológicas da mata ciliar presente no Rio Acre, em todo seu trecho acreano, que vai do município de Porto Acre até Assis Brasil.

O pioneiro projeto denominado “Ciliar Só-Rio Acre”, está orçado em aproximadamente 200 mil reais destinados a cobrir os custos do extenso e detalhado trabalho de campo e à contratação de 6 bolsistas de iniciação tecnológica e de um Engenheiro Florestal.

Para fornecer informações únicas acerca da realidade existente na mata ciliar do Rio Acre, o projeto esta estruturado em 4 linhas de pesquisas que se inicia com a realização do Inventário Florestal, cujas medições das unidades amostrais em todos os municípios já foi concluída, e termina com uma discussão pública em cada cidade, sobre a importância da manutenção da mata ciliar.

A fase inicial do projeto, que envolveu o mapeamento com imagens de satélite de toda extensão do Rio Acre em uma faixa de 3 quilômetros de largura em cada margem, possibilitou à equipe de pesquisadores uma visão de conjunto da mata ciliar e de sua grave condição de degradação. O mapeamento revelou ainda que a ocupação produtiva, ao longo da margem do Rio Acre, pode ser considerada como a principal causa dessa degradação.

Já o Inventário Florestal do remanescente da mata ciliar existente vai possibilitar, uma vez concluído seu processamento, que a equipe de pesquisadores defina uma lista de 20 espécies florestais que possuem maior ocorrência na mata ciliar, por município, e com maior importância ecológica para serem indicadas como prioritárias nos projetos de restauração florestal a serem realizados em um futuro próximo.

O Inventário Florestal também vai contribuir para elaboração de uma equação de volume, para cálculo da biomassa total existente na mata ciliar e sua contribuição para imobilização de carbono, no intuito de, no médio prazo, beneficiar o produtor com os créditos de carbono pela manutenção da vegetação na mata ciliar do Rio Acre, no mecanismo do REDD.

Com a definição das 20 espécies de maior importância para restauração florestal a equipe irá se debruçar sobre o estudo de sua fenologia e de metodologias de produção de sementes. Com as matrizes das árvores produtoras de sementes selecionadas e georeferenciadas será possível a instalação de áreas de produção de sementes e o estabelecimento de um mercado de sementes florestais para essas espécies, originais da mata ciliar.

A transformação das sementes em mudas para restauração florestal será o terceiro passo a ser dado pela equipe de pesquisadores. Para tanto, em cada município serão identificados trechos considerados críticos e emergenciais para restauração florestal da mata ciliar.

Finalmente, um programa de extensão florestal será desencadeado para convencer as autoridades municipais, em especial vereadores e secretários de meio ambiente, acerca da importância da manutenção da mata ciliar o que, por sua vez, irá garantir fornecimento de água e mais peixes no Rio Acre.

O projeto se encerrará com o desenvolvimento de uma metodologia acreana para o cálculo da largura da mata ciliar, adequada à realidade de cada um dos 8 municípios, que terá metragem superior àquela definida pelo Código Florestal, e, o mais importante, a transformação dessa largura em legislação municipal.

Com a aprovação nas câmaras de vereadores da Lei Municipal da Mata Ciliar, uma nova e promissora história da bacia hidrográfica do Rio Acre começará a ser contada.

* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).